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Nos dias 19 e 20 de novembro a Cia Contacausos participou do I Circuito de  contações de Histórias de Jaraguá do Sul – SC.  Foram realizadas 5 apresentações  do espetáculo Esticando as Canelas na Biblioteca Pública e a morte até andou pelas ruas da cidade…

Dá uma olhadinha na matéria  da emissora RIC Record sobre o circuito:

Contacausos no 1º circuito de contações de histórias

As fotos são do Fábio Prates da Cia Sandra Baron responsável pela produção e organização do evento.

É com muita alegria que a Cia. ContaCausos participará

do I circuito de Contações de Histórias de Jaraguá do Sul

 

 

O Circuito de Contações de Histórias, primeiro do gênero na região, tem por objetivo  incentivar as crianças em idade escolar ao hábito da leitura e da visitação a biblioteca.
Serão 35 apresentações de 7 grupos/artistas de SC (os contadores foram selecionados com curadoria especializada), e o público estimado é de 3000 crianças.
Todas as apresentações serão na Biblioteca Pública Municipal de Jaraguá do Sul,e serão abertas ao público em geral.

O Circuito vai se integrar este ano a outras ações de estímulo à leitura, promovidas pela Fundação Cultural, entre elas o “Livro Livre”, o “Projeto Casulo”, além das apresentações de contações de histórias que ocorrem todos os meses na biblioteca e  outras propostas em implantação.
A abertura contará com presença de Sérgio Bello, (Florianópolis) contador e estudioso de literatura. Sérgio foi um dos grandes responsáveis no estado pela revitalização da arte de contar histórias, com projetos importantes como a Barca dos livros e estudos sobre as implicações pedagógicas da contação.
Campanhas até nacionais, como esta recente do Itaú, ressaltam a importância das contações de histórias  no aprendizado.
Entenda um pouco mais o porquê neste texto de Sérgio Bello, que estará na abertura do projeto dia 31.10, as 19h na Biblioteca Pública com uma roda de conversa e contação de histórias. Imperdível  para arte educadores, artistas e interessados em geral.
- A narração de histórias vem sendo utilizada em projetos de formação de leitores, principalmente a partir de propostas narrativas que priorizam a palavra, reproduzindo na mente do ouvinte os processos mentais envolvidos no ato da leitura: sempre que lemos um texto, transformamos os signos gráficos em uma “voz” interna, a partir da qual construímos significados e imagens mentais.
Além disso, as narrativas, sejam elas transmitidas pela oralidade ou pela escrita (literatura), além da sua função estética, tem reconhecido papel no desenvolvimento emocional pela oferta de elementos simbólicos. A psicologia e a psicanálise tem chamado a atenção para estes aspectos, em obras já consideradas clássicas, como “A psicanálise dos contos de fadas”, de Bruno Betelheim, ou mais recentemente, “Mulheres que correm com os lobos” de Clarissa Pinkola Estés. Estes elementos simbólicos estão presentes nos contos de fada, na mitologia e nas lendas, em todas as culturas.
Chamamos a atenção ainda para outro aspecto importante desta prática: a aproximação entre culturas, ou como a pós-modernidade gosta de definir, entre “tribos”. Segundo a terapeuta junguiana e contadora de histórias Clarissa Pínkola Estés, em seu livro acima citado, quando duas pessoas trocam suas histórias, estabelecem um vínculo de parentesco. E nestes tempos de tanta violência e banalização da vida, esta pode ser uma preciosa descoberta.
Segue programação: