A CONTACAUSOS

Pesquisa e Narração de Histórias

Contar histórias, compartilhar a sabedoria popular, e dar voz à cultura oral do Brasil são objetivos da Cia ContaCausos, que se propõe a pesquisar, registrar e difundir a arte da narrativa oral, através da produção e apresentações de espetáculos de narração de histórias.

 

Nós acreditamos na força das histórias, no poder do encontro e da transformação coletiva através da palavra dita. Os conhecimentos, o povo, o humor, o medo, o fantástico, o imaginário, o encantamento e a paixão pela literatura oral brasileira é o que nos move!

PESQUISA

CONTOS POPULARES BRASILEIROS

A Cia ContaCausos dedica-se à pesquisa dos contos populares brasileiros, suas recorrências, temáticas, personagens e transforma estes saberes/conhecimentos populares em espetáculos narrativos que se destacam pelo cuidado estético e poético. Em nossos processos de pesquisa e montagem de espetáculos, contamos com a participação de profissionais de diferentes áreas: Letras, artes visuais, designer, patrimônio, história e música. Com a soma dos conhecimentos destas diferentes áreas, a Cia ContaCausos já estreou 8 espetáculos que já foram apresentados em diversos municípios brasileiros.

O MEDO NAS HISTÓRIAS

Este fascínio que todos temos em ouvir uma história de medo bateu em cheio na intenção da ContaCausos. Personagens marginais, anti-heróis, temas obscuros, temáticas como as narrativas de demônio logrado, histórias de assombração e visagem tem muita força no nosso repertório.

 

Escolhemos (também) contar histórias de “medo” pela força que exercem no imaginário, pela curiosidade que despertam nas crianças, pelos enfrentamentos, pelas histórias assustadoras que constituem o nosso patrimônio imaterial, literário, popular e que também precisam ser narradas porque dizem respeito à experiências humanas, falam direto ao que somos e pelo prazer de ver os medos superados em nós e na plateia. 

CAUSOS CABOCLOS DE SANTA CATARINA

 

Além da investigação com as oraturas brasileiras, a contadora de histórias Josiane Geroldi desenvolve desde 2008 importante trabalho de pesquisa com as narrativas orais da etnia cabocla no oeste catarinense.

 

Pesquisa esta que teve início em consonância com a elaboração do seu trabalho de conclusão de curso em Letras pela Universidade Comunitária Regional de Chapecó – Unochapecó – intitulado: Personagens Recorrentes no Imaginário Social Caboclo no Oeste Catarinense sob orientação das professoras antropólogas Dra. Adiles Savoldi e Dra. Arlene Renk.Ao todo, foram compiladas aproximadamente 46 narrativas de lobisomens, bruxas, São João Maria, Chica Pelega e Visagens. Através de entrevistas abertas com moradores de comunidades do interior de Chapecó e através da pesquisa no acervo do CEOM – Centro de Memória do Oeste, especialmente nas transcrições de entrevistas realizadas pelo projeto Inventário da Cultura Imaterial Cabocla a contadora tem levantado as principais narrativas que constituem o imaginário regional desta etnia do oeste catarinense. 

Espetáculos fruto desta pesquisa:

Visagem  

Vozes Vivas

 

 
 
 

CONCEPÇÃO E ESPETÁCULOS​

A Cia ContaCausos pesquisa as diferentes narrativas orais populares, suas recorrências, temáticas, personagens e transforma estes conhecimentos em espetáculos narrativos. Em nossos processos de pesquisa e montagem contamos sempre com a participação de profissionais de diferentes áreas: Letras, artes visuais, designer, patrimônio, teatro e música. Com a soma dos conhecimentos destas diferentes áreas, a Cia ContaCausos já estreou vários trabalhos que circulam o país e se destacam pela pesquisa no patrImônio imaterial e o cuidado estético e poético.

ESTICANDO AS CANELAS

O primeiro espetáculo da Cia foi elaborado partindo da recorrência dos contos de enganar a morte, ou ciclos da morte, temática amplamente compilada e registrada por escritores e folcloristas como Luís da Câmara Cascudo, Silvio Romero, Ricardo Azevedo, Ângela Lago e Ernani Só. O trabalho de pesquisa iniciou em 2007 e depois de algumas apresentações e adequações teve sua reestreia em 2010, ano que coincide com a fundação da Cia. Neste trabalho, a narração de histórias e os recursos mínimos são evidenciados, sem deixar de lado as possibilidades de recursos estéticos e cênicos que funcionam a serviço da história construindo a ponte entre o que se diz, o que se vê, o que se ouve e o que se imagina.

O escritor Ricardo Azevedo, autor de Contos de enganar a morte diz em seu site: “Falar sobre a morte com crianças, é preciso deixar claro, não significa entrar em altas especulações ideológicas, abstratas e metafísicas. Nem em detalhes assustadores e macabros. Refiro-me a simplesmente colocar o assunto em pauta. Que ele esteja presente, através de textos e imagens, simbolicamente, na vida da criança. Que não seja jamais ignorado. Isso, note-se, nada tem a ver com depressão, morbidez, falta de esperança ou niilismo. Ao contrário, a morte pode ser vista, e é isso o que ela é, uma referência concreta e fundamental para a construção do sentido da vida. Existem assuntos sobre os quais adultos sabem mais e podem ensinar crianças. Entre eles não se encontram, por exemplo, a paixão, o sublime, a determinação da realidade e da fantasia, o sonho, a temporalidade e a busca do auto-conhecimento. Nem, muito menos, a morte e a mortalidade. Diante de assuntos assim, é preciso reconhecer, adultos e crianças sentem-se igualmente despreparados.”

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